terça-feira, 26 de junho de 2012


26/06/2012 11h24 - Atualizado em 26/06/2012 11h58


Alunos das IFES na Esplanada 





Estudantes reivindicam audiência com ministro da Educação.
Movimento é para apoiar greve de docentes iniciada em 17 de maio.

Do G1 DF
Um grupo de alunos de universidades públicas de todo país se reúne em frente ao Museu Nacional da República, na Esplanda dos Ministérios, em Brasília, para reivindicar uma audiência o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Estudantes fazem passeata de apoio à greve dos docentes e funcionários das universidades federais, inciada em 17 de maio. (Foto: Antônio Cruz/ABr)Um grupo de alunos de universidades públicas de todo país se reúne em frente ao Museu Nacional da República, na Esplanda dos Ministérios, em Brasília, para reivindicar uma audiência o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Estudantes fazem passeata de apoio à greve dos docentes e funcionários das universidades federais, inciada em 17 de maio. (Foto: Antônio Cruz/ABr)
Estudantes de universidades federais fazem ato em apoio à greve dos professores. Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), atualmente professores de 54 instituições federais de ensino superior paralisaram as atividades desde maio.. (Foto: Antônio Cruz/ABr)Estudantes de universidades federais fazem ato em apoio à greve de professores. Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), atualmente docentes de 54 instituições federais de ensino superior paralisaram as atividades desde maio. (Foto: Antônio Cruz/ABr)

segunda-feira, 25 de junho de 2012


Em 2008,através da Lei 11.874, foi revogada a base legal do pagamento de 55% sobre o Vencimento Básico (VB) do professor 40 horas, para os professores em regime de Dedicação Exclusiva (DE). Além disso, os percentuais destinados aos adicionais por titulação foram eliminados e foram criadas as Retribuições por Titulação (RT), construídas em valores nominais e desvinculadas do vencimento básico. Em 2012, a MP 568 acabou com o paradigma percentual de remuneração para os professores em regime de Dedicação Exclusiva, de 210% a mais que um professor de 20 horas.

Num mundo em que as universidades, centros de pesquisa, faculdades tecnológicas, escolas técnicas e o sistema público de educação e produção de conhecimento, ciência e tecnologia, têm um papel centralmente estratégico na produção e na reprodução da sociedade, não podemos mais aceitar que se perpetue a desvalorização histórica do trabalho docente, da educação, da cultura e do conhecimento em nosso país. Esta desvalorização se expressa claramente no orçamento do país: em 2011, 708 bilhões de reais do orçamento da União foram destinados ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública, o que significa que 45,05% do orçamento do país foram repassados pelo governo a somente 0,3% das famílias brasileiras. À educação pública restou apenas 2,99% (dados da Auditoria Cidadã da Dívida)

segunda-feira, 18 de junho de 2012


Companheirada,
saudações sindicais em luta, a tão sonhada comparação com a carreira de C&T proposta pelo governo pode ser uma armadilha.
Segundo os dirigentes da categoria de C&T existe uma enorme defasagem em suas carreiras: valores congelados desde 2009, composição remuneratória composta por várias gratificações produtivistas; ausência de diferencial de dedicação exclusiva; tabela diferenciada com valores menores para os aposentados, entre outras discrepâncias.
Ao invés de fazer comparações com carreiras de outras categorias ou cálculos dos impactos financeiros é preciso observar que os ataques a carreira docente perpetrados nos últimos anos transformaram o atual 
quadro remuneratório em um conjunto de valores nominais desestruturados, que não garantem direitos relativos a percentuais que valorizem cada passo na progressão, a ganhos percentuais por titulação, e a percentuais de retribuição pelos regimes de trabalho de 40 horas e dedicação exclusiva.

Sem justificativa plausível o governo desmarcou a reunião de negociação de amanhã 19/06, o ANDES-SN/CNG já encaminhou a notícia/informe para as seções sindicais.
Me parece que o governo continua não tendo nenhuma proposta concreta para apresentar a categoria, continua com a politica da enrolação mostrando o grande descaso para com a educação universitária federal. 
Acredito que o governo apostou que não precisaria negociar efetivamente com a categoria neste ano de 2012 e que portanto não precisaria de proposta alguma.
Como a GREVE é FORTE e visível o governo foi forçado a vir para a negociação mas não mostra competência para apresentar uma proposta nos prazos que ele mesmo estabeleceu.
A proposta de equiparação com a carreira de C&T, que ele mesmo plantou pela via ilegítima de um tal de Fórum de Professores, parece que vem recheada de armadilhas que serão facilmente explicitadas pela 
competente análise do ANDES SN.
Sendo assim como o governo poderá seguir com a sua política hipócrita de justificar trilhões de dólares para banqueiros de forma ilegítima e imoral, como nos lembram os companheiros da auditoria cidadã da dívida 
pública, bilhões para as multinacionais montadoras de automóveis que vivem uma crise financeira e de superprodução, às custas da classe trabalhadora especialmente dos trabalhadores da educação e da saúde 
deste pais?
O Dilma, que papelão, pra Copa e pros Banqueiros tem dinheiro de montão, mas cadê o da educação?
A greve nas IFES do Brasil evidencia as contradições deste governo, que elegeu-se com o voto do povo, que teve o apoio dos professores, mas que uma vez eleito muda de lado e governa para banqueiros e multinacionais numa lógica colonialista.
Por isso a dificuldade em apresentar uma proposto à categoria, uma proposta que em sí, tende a evidenciar esta contradição.
Saudações sindicais em luta a todos e a todas
Fabiano Ostapiv
SINDUTF-PR

terça-feira, 12 de junho de 2012


Boletim UTFPR – Comissão de Imprensa
12/06/2012
O Comando Local de Greve convida a comunidade docente e discente para ato público a realizar-se dia 14 de junho, quinta-feira, às 16h30min, na Praça Matriz de Pato Branco.  Haverá apresentações artísticas e distribuição de materiais prestando esclarecimentos sobre o movimento grevista.  Faz-se importante  a presença de todos.

Alguns professores da UTFPR têm se reunido diariamente no hall de entrada da IES para discussões, encaminhamentos, informes e ações relativas à greve. O movimento local tem promovido a aproximação de áreas e cursos o que estabelece a melhoria das relações interpessoais e, por conseguinte das relações de trabalho.

O Ministério do Planejamento recebeu, na tarde de hoje, representantes do movimento nacional de greve das IFES a pauta e discussões acerca da reunião ainda não foram divulgadas. Os técnicos administrativos de Universidades Federais paralisaram suas atividades ontem. Amanhã os técnicos administrativos da UTFPR, câmpus  Pato Branco, terão Assembleia para deliberar sobre adesão ao movimento de greve.  Este é, historicamente, o maior movimento grevista no setor educacional vivido em nosso país.

GREVE NACIONAL NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS

No dia 17 de maio foi deflagrado movimento nacional de greve da categoria dos professores das Universidades Federais do Brasil. Atualmente são 51 Universidades em greve, de um total de 65 universidades federais. 

Histórico
A luta pelos direitos dos trabalhadores é histórica e foi construída através da mobilização. Até hoje, nada foi nos oferecido “de bandeja”. A ideia que se tem das universidades federais como centros de excelência do saber foi construída através de um passado de lutas, em que professores, servidores e estudantes se mobilizaram para garantir melhores condições de trabalho, qualidade de ensino, salários dignos, condições de infra-estrutura, etc. Através destas conquistas históricas foi possível ofertar condições mínimas de trabalho para proporcionar formação mais aprimorada aos estudantes.

Reivindicações
Estamos em greve por vários motivos:
a) o programa “Reuni” aumentou a carga de trabalho, fragilizando as condições de trabalho, com aumento da incidência de doenças nos docentes e técnicos, pois há contratação insuficiente de professores e funcionários para dar conta da demanda crescente;
b) Os professores lutam por um novo quadro de carreira - mesa de negociações foi estabelecida em setembro de 2010, mas infelizmente, a última proposta apresentada pelo governo, em maio de 2012, permanece a mesma apresentada em 2010;
c)Reajuste salarial – é reivindicado 20,08% de reajuste, correspondente a inflação DIEESE desde 2010.

Olimpíadas e Copa do Mundo x Investimentos em Educação
A expectativa é que o governo federal gaste R$ 23,8 bilhões com a COPA 2014 e mais 62,4 bilhões com a Olimpíada 2016. O gasto de 86,2 bilhões pode ser considerado um absurdo se comparado que o brasileiro deverá gastar R$ 49,55 bilhõescom toda a educação básica e superior no país em 2012.
Não admira, portanto, que o país é o 6º PIB mais alto do mundo, mas apenas o 88º colocado em investimentos em educação. O dinheiro investido pelos interesses políticos que trouxeram a COPA 2014 e a Olimpíada 2016 ao Brasil deveria ter parcela considerável destinada à saúde, segurança pública e Educação, e sabemos, cada um de nós, que não veremos a cor destes "reais" porque nem mesmo recebemos do governo aquilo que seria o mínimo dignificante para exercermos a tarefa de educar nossos jovens.

Poderíamos aprender lições como aquelas que nos foram ensinadas há poucos anos pela Coréia do Sul. Uma saída eficiente para a escassez de dinheiro na época em que a Coréia era pobre foi colocá-lo na educação de jovens. Funcionou lá e poderia dar certo por aqui. A Coréia também entendeu cedo que o professor é a alma do processo de aprendizado. Por isso, o governo fez desse ofício um dos mais bem pagos e respeitados do país.

O movimento que ora se faz é pela valorização da educação pública, que vem sendo esquecida governo após governo. Nos palanques eleitorais, ano a ano, as promessas se acumulam, sem que as mesmas sejam cumpridas. Queremos resultados. Queremos transformação. Queremos mudança. Exigimos respeito.

SINDUTF-PR Núcleo Sindical Sudoeste